23.9.19

#Textos: Últimas escolhas de filme..


A Netflix tem sido minha melhor companheira nessas últimas semanas. Justamente por fazer parte dos meus dias com tanta frequência, venho falar sobre algumas escolhas (felizes e não) que fiz do catálogo. Vamos lá:

👍Amor em obras (Falling inn love)

(Foto: internet)

É sem dúvida meu clichê preferido das últimas escolhas. A protagonista, uma executiva de San Francisco, não anda no seu melhor momento romântico e muito menos no profissional, mas num concurso online bem estranho (diga-se de passagem) ganha uma pousada “dos sonhos” em Nova Zelândia. Ao chegar, percebe que o lugar é um literalmente um presente de grego e que o primeiro morador da pequena cidade será o muso da vida dela (e da nossa que está em frente a tela babando e tentando descobrir onde arrumamos um exemplar daquele para chamar de nosso).  Amor em obras é aquele filme romântico que você sabe que tudo o que está acontecendo ali é muito coisa de filme mesmo, que dificilmente (para não dizer nunca) acontecerá na vida real, mas que do mesmo jeito te faz cair em amores: pelo enredo, pelos personagens, por saber que sua vida amorosa tá longe realmente uma porcaria...hahaha.

👍A química do amor (The female brain)

( Foto: internet)


Esse filme me surpreendeu. Logo de cara achei que de comédia só ficaria no gênero do filme mesmo, mas no fim, achei bem interessante. Uma cientista estuda as diferenças entre o funcionamento interno do cérebro de mulheres e homens. Para isso, ela seleciona casais em diferentes estágios do relacionamento amoroso e examina o poder da química cerebral de cada indivíduo. Durante esse processo, ela acaba revendo sua própria vida e adivinha? Se apaixonando por um dos seus voluntários na pesquisa. Apesar do começo do filme ser meio morno meio frio, falo que é um filme Ok. 

👍Crush à altura (Tall Girl)

(Foto: internet)

Bem adolescente. Bem teen. É outro clichê, mas que mesmo com alguns comentários negativos rolando na internet, achei legal. O filme conta história de uma jovem de 1,85m e que tem dificuldade de relacionamento na escola e com a vida a própria vida amorosa. O melhor amigo é apaixonado por ela, mas a jovem cai de amores por um rapaz sueco, estudante de intercâmbio.  Nem preciso dizer que no final ela percebe que o crush a altura dela é o melhor amigo baixinho que fica carregando uma caixa de mercado pra cima e pra baixo (no final tem o porquê disso).

As percepções em relação ao filme são bem variadas. Você percebe que ele fala sobre bullying e autoconfiança, mas também é possível perceber que o filme não trata exatamente sobre como superar esses traumas mas como foca muito em “mudar suas exigências” para agradar os outros.

Enfim, deixando as análises de lado, é um filme teen bem gostosinho de assistir.

👎Mistério no Mediterrâneo   (Murder Mystery)

(Foto: internet)

Maior DECEPÇÃO da vida no quesito filme. Quando entrou no catálogo da Netflix, eu pensei: “Jennifer Aniston e Adam Sandler é sucesso”, tendo como exemplo Esposa de Mentirinha... doce ilusão.  Mistério no Mediterrâneo conta a história do policial que esconde da mulher que não consegue passar no teste para se tornar detetive (pela milésima vez) e que, ao mesmo tempo, é cobrado por ela por uma viagem prometida quando se casaram, há 15 anos. Pressionado, o policial arruma uma viagem e, ainda no avião, a mulher conhece um milionário que convida o casal para um tour a bordo do navio (ah sim, receber convites assim é super comum, né?) do tio, que acaba assassinado e o casal se vê alvo das investigações. 

O filme é sem movimento e sem graça logo de cara. O desenvolvimento não acontece. A impressão é que tentaram criar um movimento de aguçar curiosidade sobre quem é o assassino (sabe aquele famoso "Quem matou Odete Roitman?") mas que é simplesmente tedioso. Para não dizer que estou sendo chata, pausei esse filme duas vezes até ter coragem para assistir ele todo e formar uma opinião a respeito. A melhor parte (fora a perseguição de carro) é sem dúvida o final.


12.9.19

Sandy ▼▲ Junior - Nossa História - Curitiba


Desde que consegui comprar meu ingresso para o show especial de Sandy e Junior, a principal pergunta que eu tenho respondido é basicamente essa: mas você é fã? (normalmente acompanhando com as frases “não acredito”, “é sério isso?” e outras tantas). Hoje decidi responder do jeito que melhor sei (ALERTA TEXTAO). Sou fã sim e sabe o porquê?

Com eles aprendi apreciar cada lugarzinho onde o cheiro da terra molhada vem junto com lembranças boas; foram eles que me mostraram que a verdadeira felicidade envolve nossas amizades; me disseram ainda que beijo é sim muito bom como também já tinham me dito que brincar usando a imaginação era (e ainda é) algo incrível.

Como eles cantaram (quase como se fosse profecia), o amor me deixou boba, fazendo um turu-turu danado aqui dentro. Foi desperdiçado? Pode ser. Mas de modo até contraditório, esse amor mostrou que não falha (nunca). E olha que nem precisaram rebolar para eu mudar minha cabeça.

Foi com essa dupla aí que entendi que escolher a mim do que alguém não é ser egoísta, é ter amor próprio. Esses irmãos me ensinaram ainda que eu tinha que aceitar e encarar as minhas próprias escolhas sem ligar para os que os outros pensariam (pensam ou vão pensar). Afinal, ninguém estaria (está ou estará) aqui no meu lugar (essa lição não muda NUNCA).

Eles me falaram que algumas lembranças iriam (e ainda vão) me consumir. E hoje percebo que esse mesmo rol de lembranças é o que me faz seguir vivendo e vendo acontecer e, de todos os modos, me transformando diariamente.

E se você ainda insiste em dizer que acha que eu pirei, sinto lhe informar que pirei sim, meus pés saíram do chão e só voltaram a encostar nele quando o show acabou e o sonho daquela adolescente, adormecido lá em 2007 com o anúncio da separação, foi enfim realizado.

E quer saber?  Foi com direito a faixa na cabeça, camiseta, balão e chuva. Não poderia ter sido mais lindo.  💙



Obs.: Não conheço esse Wagner, mas já considero um tanto só por ter gravado o melhor show da minha vida ...rs




5.8.19

Alguém Especial - Filme




"Acha que pode me dar mais um beijo? Encontrarei um fim nos seus lábios e irei embora. Talvez, também mais um café, mais um almoço, mais um jantar. Eu ficarei cheia e feliz, e podemos ir embora. Mas, entre as refeições, talvez possamos nos deitar mais uma vez. Mais um momento prolongado em que o tempo é indefinidamente suspenso enquanto eu descanso a cabeça em seu peito. Minha esperança é a de que esses “mais uns” cheguem a uma vida inteira e nunca à parte em que te deixo partir. Mas não é real, é? Não existem “mais uns”. Eu te conheci quando tudo era novo e emocionante, e as possibilidades do mundo pareciam infinitas. E ainda são, pra mim e pra você. Mas não pra nós. Em algum lugar entre aquela época e o agora, ou o aqui e o lá, não acho que nos distanciamos, nós crescemos. Quando algo se quebra, se os pedaços forem grandes o bastante, é possível consertar. Infelizmente, algumas coisas não se quebram, se estilhaçam. Mas, se deixarmos a luz entrar, o vidro estilhaçado brilha. E nesses momentos, quando o sol bater nos cacos que fomos, só vou me lembrar do quanto foi lindo. Do quanto sempre será lindo. Porque éramos nós. E nós éramos mágicos. Pra sempre!
—  Alguém Especial (2019), Netflix.

O trecho acima é, sem dúvida, a parte que mais me deixou encantada no filme Alguém Especial (Someone Great), lançado em abril na Netflix. É real. É humano. É aquilo que todos nós já vivemos ou vamos viver algum dia.  A comédia romântica não apresenta muita coisa diferente dos filmes do gênero.  Nela, a jornalista (mais um motivo que me prendeu..rs) Jenny (Gina Rodriguez) está prestes a se mudar para Califórnia para trabalhar na Rolling Stones quando vê acabar o relacionamento de 9 anos com Nate (Lakeith Stanfield). Triste e querendo fazer valer a pena seus últimos dias em Nova Iorque, ela "convoca" Erin (DeWanda Wise) e Blair (Brittany Snow) para mais um daquelas noitadas entre amigas, onde tudo pode acontecer (e acontece!). 
Por mais que as críticas especializadas no gênero apontem falhas de roteiro, direção ou elenco,  o filme americano é leve, daqueles bem mamão com açúcar, mas que faz você navegar entre risos e lágrimas a cada lembrança, a cada momento, a cada dúvida vivida seja por Jenny ou por alguma das amigas. Em mais ou menos 1h30 de filme, é impossível não se reconhecer em algum dos personagens. É impossível ainda assistir sem lembrar de alguém. 

E se me perguntar o porquê assistir, eu resumo minha resposta no seguinte: é sobre fim de relacionamento, é sobre medo de compromisso, é sobre dúvida de manter um namoro sem futuro. É para falar sobre histórias de amor mas, na verdade, acerta em cheio no valor da amizade. Se isso significa algo para você, com toda certeza não vai se arrepender.






E a trilha sonora? Bem elaborada e tem quase que de tudo.




24.3.19

10 anos (ou mais) depois...


Enfim, está pronta! Longe da perfeição, no entanto, marcando o retorno na minha vida de algo que sempre me fez bem: pintar.  Em uma rápida conta chego a conclusão foram, no mínimo, 10 anos longe do conjunto tela + pincéis + paleta de tintas. E o que me fez justo agora voltar a me aventurar nisso? Não sei explicar. Talvez a necessidade de me desligar da loucura diária, de me reencontrar, de lembrar sobre tudo aquilo que sempre acreditei, de encontrar uma Karol que estava meio perdida.

Ainda não dei um nome para essa tela, que por muitas vezes achei que nem conseguiria chegar ao fim. Ela é baseada em uma foto feita por uma pessoa que conheci durante minha estadia em Vancouver. Lembro que era uma segunda-feira de outubro, início da manhã, acordei e logo começaria me arrumar para trabalhar...Como todos os dias, uma das primeiras coisas que faço é pegar o celular e dar uma olhada. Naquele, abri o Instagram e vi a imagem entre os stories... "Acho que ficaria lindo em uma tela", pensei. 

Por anos eu não tinha um pensamento assim. Mas deixei para lá e segui minha rotina. Passaram semanas entre o dia em que vi a foto até o dia em que de fato fiz as primeiras marcações na tela. A imagem agora era basicamente uma lembrança. 

Comecei em novembro, entusiasmada por voltar a fazer algo que realmente eu gostava. Os primeiros dias foram incríveis até que desanimei. Quem costuma pintar sabe que chega um momento em que a tela fica "feia". Lembro da minha professora de pintura, quando eu ainda era uma criança, falando que sempre teria essa fase. 

Eu olhava para tela no cavalete e pensava o quão absurdo tinha sido essa minha ideia. Depois de tanto tempo parada, até parece que eu conseguiria terminar, ainda mais deixando-a (ao menos) descente.  De lá para cá, ela ficou de lado. Viajei, trabalhei, sai ... tinha vezes que eu ficava simplesmente deitada no sofá de casa, sem coragem de encarar e terminar aquilo que eu tinha iniciado. 

Até que viajei novamente (dessa vez para Natal) e lá, olhando tantas outras telas que eram vendidas na praia, me lembrei do porquê eu tinha começado e, que sim, eu daria conta de terminar de uma maneira digna. Era a minha própria meta a ser superada. Aquela tela era meu maior momento de paz. E hoje está pronta. Ainda no cavalete, sem moldura, mas finalizada...me fazendo lembrar de tudo o que posso (e quero) fazer. 

Meus companheiros 😍

Um pouco do andamento...



Minha paz 💗


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