20.11.18

Um feriado...uma customização...

As vezes um limpa no guarda-roupa não significa, necessariamente, jogar uma peça fora ou colocar ela para doação. As vezes, a bichinha só precisa de uma repaginada. E ontem, feriado em Mato Grosso, muitas horas de tédio fizeram com que eu procurasse alguma coisa. Decidi cortar uma blusinha qualquer. O máximo que aconteceria seria ela ir para o lixo, correto?

Segue o antes e depois:



1. Tirar as mangas...
2. Cortar o excesso embaixo...
3. Fazer as tiras ao lado da gola e amarrar em nozinhos...

;)

19.11.18

Os porquês da vida...

Lucas,  poucas semanas antes de completar três anos, está brincado na sala da minha casa quando de repente para e olha para um quadro. A aparência dele era séria, realmente intrigado. "Tia, por que você está fantasiada nessa foto?", pergunta. Então olho para o quadro para saber da tal fantasia. Era uma foto da minha colação de grau: capelo redondo e plumado na cabeça, beca bem alinhada ao corpo e, na mão direita, seguro o canudo escrito jornalismo. O que para mim é a representação de um dos momentos mais importantes da minha vida, aos olhos do meu sobrinho é só mais uma foto fantasiada. Só soube rir. 

Era um fim de tarde qualquer, minha mãe tinha recém voltado de viagem quando meu irmão veio visitá-la. Com ele, meu menininho 220 volts, que munido de todos os porquês do mundo, decidiu que desbravaria a casa da vó enquanto o pai estava conversando. A guia? Claro, a tia!  No canto da sala, um ventilador. Ele olha, anda em volta formando um círculo. "Tia, esse ventilador é diferente". Ok, pensei. Realmente, o de casa é um pouco maior do que imagino que ele esteja usando de comparação. Quando decido perguntar o quão diferente era, o meu sobrinho solta: "Ele tem wi-fi?". Fico muda, num misto entre tentar controlar a minha risada relacionada ingenuidade da pergunta e o excesso de pensamentos da minha mente que está tentando entender como aquela criança sabe que muita coisa só funciona na base de internet e, por que não, o ventilador?

Não, não deu tempo de pensar em uma resposta para o ventilador sem wi-fi. Lucas é 220 v, e enquanto eu ainda formulava uma boa explicação, ele já tinha preparado outra pergunta. Agora, com uma foto da minha mãe ainda quando jovem em mãos, ele já estava pronto: "Tia Karol, porque o nome da vó Silvia é Silvia?", disse, me encarando. "Por que seu nome é Lucas?", só consegui pensar. É, ele não esperava outra pergunta, mas a resposta veio rápida: "Porque minha mamãe escolheu". Sorri. Ele me olhou e concluiu: "Então a mamãe da vó Silvia escolheu". Fim de papo e acho que foi a única das 10 perguntas que consegui chegar a uma resposta, ao menos, sensata. Quer dizer, ele chegou!

O Lucas, que mal completou três anos, me fez perceber que na vida vamos esbarrar em vários porquês e, em muitos deles, não teremos sequer uma resposta de imediato. Talvez nem entenderemos a pergunta. Mas que ausência de respostas não diminua a vontade de continuar perguntando. 


17.10.18

...

Você ainda é um bebê que mal se aguenta em pé e já é alvo de disputa entre sua família, que insiste em tentar adivinhar qual será sua primeira palavra. Afinal, será papai ou mamãe?  Está nos primeiros anos de escola, feliz entre brincadeiras com os amiguinhos e a descoberta de que no fundo você gosta de estudar, e tem que responder com uma certeza quase que absoluta sobre o que quer ser quando crescer. "Astronauta", sua versão mini responde, sem entender que aquela risada que o adulto está dando pode não ser de alegria mas sim de deboche. 

O crescimento ocorre acompanhado de cobranças disfarçadas de perguntas curiosas; apoios questionáveis; conselhos duvidosos... é um tal de querer saber sobre o primeiro beijo, o primeiro namorado, qual faculdade vai cursar, onde vai trabalhar, o quer fazer, em quem vai votar, porque vai viajar, para onde vai viajar, quando vai casar, porque não casou, porque separou, porque comprou, porque vendeu. É um tal de ouvir o quanto ele não era bom pra você, o que fazer, o que deixar de fazer, para onde ir, com quem andar... 

E a cada fase da vida, você percebe que o ciclo vai se repetindo. Mas que o impacto vai diminuindo conforme seu amadurecimento: um dia você realmente se importa com a opinião alheia, até se entristece; no outro, sente um leve incômodo, mas segue o baile; por fim, segue sem se importar porque entende que a opinião dos outros é, de fato, dos outros. 


26.9.18

Uma tentativa de café cremoso....haha



Depois de praticamente uma eternidade sem pisar na cozinha, eis que hoje volto do trabalho inspirada. Na verdade, percebi que o motivo da minha dor de cabeça era a falta do café diário (alguém mais é assim?). O fato era que eu estava afim de café cremoso (tipo aqueles das cafeterias e que custam uma pequena fortuna)  mas também não estava querendo um super doce. Normalmente, quando preparado esse tipo de café, é usado de uma ou duas xícaras de açúcar. Há quem diga que é o açúcar que influencia na textura...Enfim, o fato é que como a minha família toda tem tendência diabética, aqui a ideia é sempre seguir o lema "menos é mais". Resumindo, decidi tentar fazer o bonitinho com a menor quantidade de açúcar possível e, em vez de usar a batedeira como de costume, usei o liquidificador.  Vamos lá as considerações...

- Ficou cremoso, mas não ao mesmo nível do que o feito com muito açúcar e na batedeira;
- Ficou com o sabor do café mais forte (principalmente pelo fato de não estar tão doce);
- Quando misturado com o leite, fica mais suave e até dispensável o açúcar.
- Dane-se o resultado, é café e pronto! hahaha

Eu usei:
  •  3 colheres (sopa) cheias de café solúvel (suave e em pó);
  •  1 colher (sopa) cheia de açúcar
  •  1 xícara (essa caneca da foto, na verdade) de água quente;


Coloquei tudo no liquidificador e deixei bater eternos 15 minutos. Tchãããrãããmmm..  

Depois servi metade do caneco e completei com leite. Gente, eu curti. Acho que vale a pena, heim....



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