terça-feira, 14 de novembro de 2017

Whistler ❤


O inverno está batendo lá no Canadá e confesso que ver as fotos e os vídeos que meus amigos estão fazendo está me deixando um tanto quanto triste. O cenário já é branquinho de neve e isso me fez lembrar o dia que conheci Whistler.  Era véspera de feriado prolongado e alguns colegas estavam comentando em sala quais seriam seus planos. Eu, até então, só tinha decidido ir para Victoria no sábado, mas retornaria no mesmo dia.  Até que uma amiga coreana gritou, do outro lado da sala: "Vamos para Whistler no domingo, Karoline?".....Bom, com a sala toda ouvindo, só consegui responder sim. Mas ficamos nisso, não falamos mais nada. 

No sábado fui para Victoria, uma cidade linda mas que para chegarmos até lá precisamos ir de balsa ?? (aquilo para mim é mais um navio, mas ok!).  No caminho, troquei mensagens com a minha amiga coreana durante a ida, decidimos horários, compramos as passagens de ônibus e  pronto.... hora de guardar o celular e curtir Victoria (lugar lindo, que falarei no próximo post).   Bem, voltei para Vancouver pouco mais das 21h e, quando entro no meu apartamento, mensagem da amiga falando que perdeu a última balsa de Victoria para Vancouver (gente, eu nem sabia que ela também estava por lá)  e que não conseguiria ir para Whistler, porém, que eu poderia ir tranquila que alguns colegas da nossa sala iriam também e eu não ficaria "sozinha". 

Alguns tipos de desespero bateram naquela hora e, no final da noite, eu tinha decidido que não iria viajar. Acordei no domingo, cedo, com mensagem do pessoal da minha sala falando que já estavam a caminho do ponto de encontro e insistindo para eu ir (oi? como eles sabiam que eu não iria mais?).  Ok, me convenceram: vamos a Whistler! 

A cidade:
Whistler é uma cidade fofa,  com um cenário incrível de montanhas e que fica mais ou menos a duas horas de Vancouver. É marcada pelas montanhas e o visual é simplesmente maravilhoso. A vila é um amor e bem aconchegante e, o local, que recebeu competições dos Jogos Olímpicos de Inverno em 2010, tem atividades garantidas tanto no verão quanto no inverno (inclusive estou querendo muito voltar para o Canadá nesse período..haha). 

Fotos: whistler.com


Quando fomos, decidimos por andar nas gôndolas/teleféricos entre as montanhas. Só posso falar que foi MUITO MARAVILHOSO! O visual é perfeito e, como era verão, ainda vimos alguns ursinhos passeando entre as montanhas (medinho misturado com vontade de pegar um para mim e trazer para casa...kkkk). 


Olhaaa o ursinhoooo

Um lago em formato de coração  



Mesmo sendo verão, brincamos um pouquinho na neve (coisa linda para moça do interioooor aqui) que ainda não havia derretido nos pontos mais altos das montanhas.  E o calor que estava? Misericórdia...que dia quente!






A vila, como citei acima, é uma graça e tem várias lojas muito bem montadas e restaurantes perfeitos. Mas como é ponto turístico, preparem os bolsos. Tanto as atividades (que precisam ser compradas) quanto as despesas nos restaurantes são salgadinhos (ainda mais quando lembramos que nossa moeda não vale nada...hahaha).  Só o passeio de gôndola foi CAD 90,00 (coloca a caixola para funcionar aí e converta em real, considerando que o CAD está custando em média R$ 2,56).... Outras atividades como tirolesa, por exemplo, estava em torno de CAD 130,00 ....Enfim, esse eu deixei para lá mesmo...

Mas apesar desse pequeno detalhe, Whistler é um lugar lindo e vale muito a pena visitar se você estiver no Canadá. 







segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Já faz semanas que ela escuta o quanto está diferente....


É verdade que ela emagreceu, mudou os cabelos, voltou a se cuidar. Mas ela sabe que o "estar diferente" é muito mais profundo do que apenas a aparência. É interno. É sobre sentimentos. É sobre estar completa outra vez mesmo que todos os dias apareçam dificuldades e pedras no caminho.  É sobre escutar alguém falando mal dela mas ignorar porque sabe que aquilo dito não corresponde a verdade. É sobre estar se sentindo leve, com consciência tranquila, sabendo que fez e faz de tudo para as coisas darem certo. É sobre ter consciência de que altos e baixos existem e só depende dela passar por eles.  

Ela está diferente, sim! Não sente mais vergonha de se comportar como uma completa criança, falar besteira ou fazer palhaçada e depois se arrepender imaginando o que os outros vão pensar. Ela sabe que as bobeiras que fala quando está brincando não diminuem a inteligência que ela tem, o conhecimento que adquiriu ao longo dos anos ou a capacidade de ser séria quando necessário.  Ela continua bebendo, festando, cantando alto e bem fora do tom, pouco se importando com os outros. E daí que ela enche as redes sociais com histórias do tipo? Ela está de bem com a vida e quer mesmo é compartilhar alegria!

Sim, ela ainda tem seus momentos de insegurança com coisas que podem fugir do controle. Ela se sente mal por as vezes não conseguir ajudar quem precisa ou  culpada por coisas que as vezes nem é culpa dela. A moça continua com aquele gênio difícil, temperamento explosivo, falando sem pensar, errando, errando muito mas na maioria das vezes tentando acertar. Ela ainda pode magoar, machucar, mas também pode ser a magoada ou machucada da história. O medo...o receio...eles também ajudaram a deixá-la diferente. 

Ela é hoje resultado de tudo o que viveu. Ela é grata ao passado e ao presente e, esperançosa em relação ao futuro. E, sim, ela está diferente. E que continue assim, com ela acordando todos os dias disposta a mudar.... e que mude!




sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Toti s2




Esse da foto é o Toti e, acredite se quiser, mas ele me acompanhou nos últimos 18 anos. 

Quando criança, eu sentava no chão da varanda de casa e ele sentava ao meu lado. Ao contrário dos outros, ele não aproveitava a oportunidade para pular ou pedir carinho desesperadamente. Ele simplesmente sentava e ficava ali comigo e, se deixasse, seria por horas. Quando eu ficava doente normalmente ele ficava ao pé da minha cama, sentado, me olhando como quem dissesse: to te cuidando, garotinha. Quando eu estava triste ou cansada, ele chegava quietinho até mim e deitava a cabeça na minha mão ou no meu braço, quase que falando: vai passar. Ele me viu crescer e participou de todas as aventuras que uma criança/adolescente poderia viver.

Levou muita bolada quando eu juntava as amigas para jogar vôlei em casa; tomou alguns banhos de mangueira quando eu lavava a varanda e ele achava que era um bom momento para ficar passeando por lá; conheceu todos os meus amigos e, latiu em todos os outros que eu achava que eram pessoas legais mas que no fundo nem eram tanto assim; já ficou sujo de tinta quando eu ainda pintava minhas telas mas nem por isso ele abandonava o lugar ao meu lado.

Ele participou de todas as festas que eu fazia lá em casa. E se era churrasco então, a felicidade era nítida nos olhos de quem iria receber pedacinhos de carne. Ele sabia meus horários melhor que meu próprio pai: às 6h costumava estar sentado em frente a porta do corredor do meu quarto pois eu estava prestes a levantar; às 11h30 sabia que eu estava chegando para o almoço e às 23h estava lá no portão de casa porque eu estava voltando da faculdade. A hora do almoço era sagrada: eu estacionava o carro na garagem e ele então aparecia ao lado da porta do motorista para dar duas latidas, um pulo e esperar pelo carinho na cabeça. Em dias mais animados, ainda tentava arrancar a chave do carro da minha mão.

Usar vestido ou saia longa era certeza de que ele iria passar o restante do dia brincando com a barra da roupa. Quantas vezes quase não cai porque ele achava que ali era um ótimo lugar para ficar.
Ah, como ele amava olhar a rua! Quando eu entrava com o carro e fechava o portão, as vezes não dava tempo dele voltar. Em vez de correr e ir conhecer o mundo, ele sentava na calçada em frente ao portão e esperava eu abrir. As vezes eu não percebia que ele tinha saído, então, para me lembrar, uivava, sentado, esperando a porta se abrir. Voltava todo feliz!
Ele sempre foi um lorde. Não era de latir. Não era de bagunçar. Não era de estragar as coisas. Mas ele era de dar atenção. Muita atenção. Ele era da família. Meu pai sentava para assistir tv, ele sentava na poltrona ao lado. Minha mãe sentava no sofá para assistir jornal, ele deitava no tapete. Ah, e como ele se incomodava quando o tapete estava no varal. Se eu precisava estudar, ele deitava embaixo da cadeira ou de frente para minha mesa. Se eu ficasse por horas lá, ele também ficaria...
Mas como para todos nós, o tempo estava passando para ele também. A disposição para subir na cadeira favorita já não era a mesma e por muitas vezes parava, olhava para cadeira, olhava para mim como se dissesse: dá uma ajudinha aqui? Ele ainda me recebia nos meus horários, mas já não chegava a tempo na porta do carro. Com isso, esperava sentado ali perto da cozinha. Em dias de churrasco, ele esperava deitado. Afinal, os pedacinhos de carne chegariam de qualquer jeito até ele. Olhar a rua? Quem sabe daqui da varanda.
Essa noite ele decidiu que seria um bom momento para fechar os olhos e, de fato, não acordar mais. Foi estranho chegar para o almoço e não te ver lá. Mas as coisas vão se ajeitar. Obrigada pelos últimos 18 anos, meu eterno menino!🐶❤️

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

#Vancouver: sobre assistir a minha série favorita sendo gravada 💚

Em um dos primeiros posts sobre a minha ida ao Canadá eu mencionei que a escolha por Vancouver foi influenciada pelo fato da cidade ser sede de gravação das minhas séries favoritas (leia-se The Flash 💚, Supergirl, Legends Of Tomorrow e, tá, Arrow tbm). Mas nem por isso eu poderia imaginar que daria de cara com alguma delas. 

Para a minha felicidade, logo na primeira semana que eu estava por lá vi as viaturas de Central City correndo pela Dunsmuir Street. Bom, acabei assistindo só 15 minutos de gravações naquele dia, isso porque minha aula começaria às 13h20, ou seja, hora de estudar! O fato foi o suficiente para eu ficar na expectativa de uma foto com Grant Gustin ou, quem sabe, ver gravações das outras séries (dizem que esperança é a última que morre, não é?).

A nova temporada de Flash começou semana passada no Canadá e EUA e, (graças a internet) já sei que essas fotos são justamente do primeiro episódio. Coisa linda (e resumida em saudades) ver essas cenas e lembrar da minha temporada por lá. 


Poucas semanas depois descubro que eu estava instalada na melhor área de Vancouver para quem é fã de Flash. Isso porque as principais cenas eram rodadas por ali. Coisa linda, não? Bem, então haveria uma segunda vez nesses meus dois meses. E essa segunda vez existiu! Com direito a ele ali, aquela coisa mais fofa do mundo do Grant Gustin, todo trabalhado em Barry Allen, passando de um lado para o outro da Dunsmuir e eu? doida na calçada em frente ao Tim Hortons (quem via meu insta sabe da quantidade louca de dinheiro que gastei com café lá ...hehehe), com um smoothie na mão, engolindo um donuts desesperadamente para conseguir filmar/fotografar/gritar/agir como uma fã muito histérica da qual eu nunca imaginava que um dia poderia ocorrer. 

Fiquei em choque com a organização da produção (deu até vontade de estudar cinema). Gente, se fosse por aqui já parava a cidade, fechava a rua, seria motivo de carnaval. Por lá? Eles gravando, a polícia mantendo o fluxo e a vida seguindo lindamente. E a educação do pessoal que nem tentava pular no pescoço dos atores? Eu estava me sentindo a pessoa mais fora da casinha aquela hora...hahaha... Bom, a foto com o Grant não rolou, não consegui presenciar cena das outras séries, mas voltei felizona para casa, com várias imagens no celular e esperando ansiosamente pelos próximos episódios da nova temporada para identificar quais que eu vi por lá...



Obs.: no mesmo tempo que estive em Vancouver, estava sendo gravado também Deadpool 2. Algumas das cenas ocorreram na rua do Cambie ( o barzinho que mencionei no post anterior). Porém,  ocorreu aquele acidente que resultou na morte de um dos figurantes e as gravações foram suspensas. Não procurei, mas depois soube que elas foram retomadas no mesmo período que eu estava voltando para o Brasil. Uma pena, adoraria ter assistido essa também..hehe.