16.6.14

#Escritora

Um dia, ainda quando criança, me perguntaram o que eu queria ser quando crescesse. Num ímpeto eu disse escritora.
Soava mágico pensar que poderia, quem sabe, escrever fantásticas histórias, daquelas que prendia a atenção de crianças e adultos de maneira que eles nem percebessem que a hora estava passando. Contos que poderiam, de algum modo, ajudar as pessoas a entender seus próprios sentimentos.

Sempre amei livros. Em cada um que eu lia, me perdia naquele mundo paralelo onde eu era tanto a mocinha quanto a vilã. Ah, só de imaginar cada cenário que apenas eu visitei, pessoas que conheci, animais que cuidei. De cada livro eu retirava algum proveito, alguma lição e queria que, de algum modo,  minhas futuras histórias também inspirassem e ajudassem outras pessoas. 

E então cresci. E dolorosamente caí num mundo onde dificilmente te entenderão. Fui perdendo aquela vontade de escrever. Na verdade, fui perdendo o jeito de como tratar as palavras. Elas ficaram frias demais para que pudessem ser compartilhadas da maneira que um dia sonhei. Quando penso em escrever algo, logo me questiono sobre quem vai ler.

Boas histórias continuam na minha pequena relação de paixões. Mas em vez de escrever, decidi ficar entre o grande grupo de leitores. Deixando que as belas palavras de outras pessoas me tirem, momentaneamente, da realidade que é o lidar com pessoas. 

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