25/06/2014

#Na sala do cinema‏


Um misto de história de amor e de dor é projetada na tela do cinema. Impossível conter o nó formado na garganta e a lágrima que insiste em embaçar minha visão. Impossível não me colocar no lugar daquele personagem. Não é uma história real nem qualquer outra baseada em autoajuda mas, apesar disso, sei que aquela situação pode ocorrer em qualquer lugar, com qualquer pessoa e isso me coloca a refletir. 


Gosto de filme assim...daquele que me coloca a imaginar como seria o mundo sem aquela pessoa amada, importante em minha vida. Há quem diga que é torturante, mas gosto de filme com final imprevisível porque a mocinha e o mocinho não ficarão juntos para o resto da vida....mas enquanto há vida. Volto a munha realidade. A sala de cinema lotada. A sessão chega ao fim e percebo que várias outras pessoas sofreram do mesmo mal que o meu:  sentimentos. 



Mas, naquele mundo de lágrimas e olhos vermelhos, há alguém que pouco se importou. Ouço ao fundo um "nem é tudo isso" perdido entre os sons de pessoas levantando das cadeiras e juntando as latinhas de refrigerante. Contenho a minha enorme vontade de perguntar se a pessoa em questão é insensível ou sofre de algum distúrbio. Como assim 'nem é tudo isso'? Quer dizer então que perder uma pessoa amada não é tudo isso? Perder alguém que fez ver qualidades que nem mesmo você sabe que tinha?  Quer dizer então que não significa nada ter uma boa relação com família, amigos e saúde? 

Deixo passar e, a caminho do carro, percebo que na verdade não era falta de sensibilidade. Mas sim, excesso de praticidade. É um filme. Ponto. É bonito, mas um filme. Acho que me senti satisfeita ao chegar nesse entendimento. Quisera eu ser prática assim. Não me deixar levar tanto pelas emoções. Sofrer menos por algo que talvez nunca aconteça, mas que só a possibilidade de ser real já me deixa aflita.

Quisera eu ser prática e entender que é só um filme.




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