20.4.15

Menos blá blá blá, por favor!


O chamado "lei da vida" é engraçado. Vivemos naquele ciclo nascer - crescer - casar - ter filhos - envelhecer - morrer. Este processo seria simples, se no meio de tudo isso não existisse a sociedade, suas regras paralelas e pressões. Pode não parecer, mas a cobrança começa cedo. Quando você está na escola, é aquele papo de boas notas e qual curso universitário será o escolhido. Isso porque com 10 anos (quando não menos) é preciso saber qual profissão você exercerá daqui 9 ou 10 anos! Imagina, não terminamos nem o ensino fundamental e temos que saber o que queremos ser quando crescer!

Quando na faculdade, as questões se voltam ao término do curso. Nos criticam porque já não temos boas notas como na época de escola (porque o nível inclusive é bem parecido ¬¬) ou porque reprovamos em uma ou outra disciplina, o que possivelmente tardará a conclusão do curso. "Também, ele não leva a sério o que faz", "só vive na balada", "está gastando o dinheiro dos pais à toa". É, meus amigos, são essas as frases que mais escutamos quando isso ocorre e poucos se perguntam se estamos com algum problema pessoal. Nem mesmo param para imaginar que podemos estar trabalhando muito. 

Então estamos formados e na maioria das vezes atuando na nossa área. É nessa hora que começamos a perceber que os amigos não são mais apenas amigos e sim casais deles. Namorando, se conhecendo, ficando...deixo a interpretação por conta de vocês. Você pode estar muito bem do jeito que está: solteiro, talvez se dedicando a um projeto ou outro, trabalhando bastante. Mas, de modo geral, curtindo muito essa sua fase. Mas pra que curtir, não é mesmo? Vamos torturá-lo com frases do tipo "ah, você está tão triste sozinho" ou "cuidado, você ficará para titio (a)". Ah, meu amigo, isso é irritante!

Mas calma, a coisa sempre pode piorar! Afinal, essa burocracia social é realmente torturante! 

Então você encontra alguém legal e começa a namorar. E não adianta rezar, rezar, pedir para todos os Deuses possíveis e imagináveis para te livrar das perguntas das tias encalhadas ou dos amigos já casados: "Quando é o casamento?", "Por que está demorando tanto?"...ah, e tem a famosa frase: "Ele (a) está te enrolando"... É tanto questionamento que começamos a pensar que o estranho do ninho somos nós. Mas então vem a famosa técnica do contar até 10, respirar e engolir a resposta mal criada. 

Quando achamos que já saíram todos os tipos de observações, seus amigos começam a ter filhos e, você, nem pensando no casamento ainda, já começa a ser torturado com aquelas observações como "olha a idade", "vai ficar para trás dos seus amigos?", além dos olhares acusadores do tipo "eles não se encaixam nesse perfil". Quando começa esse blá blá blá todo minha Deusa interior tem vontade de gritar, em todos os tipos de línguas,  um grande "Cala-se", mas por fim, voltamos a famosa técnica do respirar - contar até 10 -  e agora xingar mentalmente. 

Não creio que isso tudo seja só comigo. Espero, de verdade, que não seja. Nada contra quem já está avançado nesse ciclo de vida. Inclusive, admiro muito tudo isso. Mas a verdade é que essa mil e uma opiniões de como devemos ser e, o que devemos fazer, é simplesmente torturante. Sei bem que a realidade é feita de regras e mais regras, mas então me pergunto: para que tentar colocar tanto sal na comida alheia? De que maneira a sua vida será afetada se eu decidir largar minha profissão e ir pintar quadros? Se eu decidir que quero estudar em vez de trabalhar? Se eu quero ficar só com meus animais antes de ter um ou dois filhos? E se eu decidir comprar uma bicicleta em vez de casar, de que isso vai interferir na sua vida?

Gente, por favor, pare! Cada um tem seu tempo, seus sonhos, seus objetivos. E tudo tem a hora certa de acontecer. É nisso que creio e é isso que faz bem. O mau das pessoas está em cuidar muito do alheio e esquecer do que vive. É muito fácil palpitar sobre o certo ou errado, do que deve ou não ser feito. Difícil mesmo é compreender, aceitar e dividir os bons e maus momentos com quem dizemos gostar. 

Esqueçam essas regras do "tem que fazer". Essa burocracia imposta por sabe-se lá quem na história da vida.  Cada um sabe muito bem como está e o que realmente é importante. Aceitem!





#Beijos e até a próxima!


*desabafo 
*Karoline Kuhn


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