7.12.15

#Textos: desconectada


Me desconectei. Não respondi mensagens, não mandei whatsapp ou ingressei em novos grupos, tampouco curti ou compartilhei algo nas redes sociais. Não pense você que fiquei louca ou doente. Decidi curtir um pouco mais os raios de sol, os pássaros cantando, o bate-papo rolando na sala de estar da minha casa. Decidi ler um bom livro,  rever fotos antigas, curtir minha família, brincar mais com meus cachorros, visitar minha amiga e nos afundar em uma panela cheia de brigadeiro. 

Há alguém que está lendo tudo isso e pensando o quão louca sou por esse meu ato de rebeldia. Imagine só, quem, atualmente e em sã consciência, vive sem o combo internet-redes sociais? Quem fica sem postar fotos no Instagram, filosofias de vida no Facebook ou sem expor a bebedeira no Snapchat? Em um mundo onde, hoje, estar conectado é estar na sociedade, pedir algumas horas de sossego é ser considerado um estranho no ninho.

Mas o fato é que há pouco tempo, bem pouco mesmo, quando os celulares não tinham câmeras ou nem se pensava em sistema android e internet a perder de vista nesses aparelhinhos, a vida parecia ser mais saudável e o riso mais verdadeiro. Não tinha tempo nem motivo de expor lamúrias ou indignações. Os encontros eram mais sinceros e atenciosos, pelo menos não tinha meia dúzia de amigos seus prestando mais atenção nos celulares do que nas conversas. 

Admiro quem, hoje, ainda reserva um tempo assim: desconectado. Admiro quem não fica pendurado em joguinhos de celular durante um jantar num restaurante qualquer ou, aquele que não fica reclamando da cobertura de wi-fi do local onde está. Simplesmente admiro aquele que sabe valorizar a presença, o momento, a diversão, o offline!




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