5.1.16

#Especial Feliz Ano Novo


#1. Era virada de ano. Naquele período não tinha festas fechadas para comemorar o ano novo, como temos atualmente. Mal tinha a festa da cidade, na avenida principal, com uma banda local e alguns 10 - 15 segundos de fogos. Então, ficamos por ali mesmo. Algumas meninas, uma caixa de isopor com vinho-cerveja-champanhe-sei lá. Bebe daqui, ri de acolá. Fogos, dança, risos, bebedeira. Naquele tempo não tinha tanta maldade. Podíamos sair, festar e amanhecer na rua. Era seguro. O que não era seguro era a paixão de uma amiga nossa por vinho. A paixão era tanta que extrapolava o controle. Lá se foi ela, terminar a comemoração de 1º de janeiro no hospital, tomando glicose e curando uma ressaca. "Feliz ano novo", dizia ela, com aquele sorriso meio torto no rosto. 

 #2. Aquela festa tinha tudo para dar errado. E, em boa parte, deu! A amiga demorou horrores para se arrumar, saímos de casa atrasadas, um engarrafamento na frente do local da festa, a contagem regressiva dentro do carro. Estouramos a champanhe janela a fora. Foi engraçado isso, exceto o fato de ter molhado uma parte do banco. Rimos um pouco, mas o clima estava difícil. Decidimos, quando enfim entramos na festa, que seria a melhor daquele ano. E foi! Risos, beijos e abraços. Música, muita música boa. E aquele climão já nem existia mais. 

 #3. Aquela virada de ano na praia tinha tudo para ser a coisa mais linda do mundo, tipo aquelas cenas de novela ou finais dos filmes hollywoodianos. Foi com esse pensamento que fui curtir, junto com mais um amiga, a queima de fogos na praia. Talvez teria sido melhor mesmo assistir da sacada do apartamento dela. O dia estava lindo mas quando chegou a noite, tudo meio nublado. Chuva se aproximava. A praia estava cheia, tipo, muito cheia. Achar um lugarzinho bacana foi complicado. Decidimos ficar por ali mesmo, não era nem na areia da praia e nem no calçadão. Era um meio-fio desajeitado, meio quebrado, meio com mato ou grama (nem eu sei ao certo), mas um lugar que não estava entupido de gente. Começou a contagem...e logo acabou. Foi tão rápido que nem deu graça. Os fogos então, pelo menos da onde estávamos, nem dava para ver as formas...as cores. Mal víamos o brilho lá longe, ao céu. Enfim, estouramos a champanhe. Desejamos feliz ano novo, rimos, lembramos histórias. Mas estava tarde, era hora de voltar para casa. Começava a garoar, estávamos a pé e para ajudar, os táxis estavam lotados. "Vamos de ônibus?!", disse ela. O ponto mais próximo ficava a 15-20 minutos correndo desesperadamente da onde estávamos até o ponto mais próximo. Escorregões daqui, quase perca de rasteirinha dali e chegamos, pouco menos de cinco minutos antes do último ônibus passar. 


Feliz Ano Novo!


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