14/10/2017

Ah, o sushi 💚


"Nossa amor, ela faz parecer bom" - escutei essa frase há cerca de cinco meses (eu acho), quando o namorado da minha amiga falou para ela. Estávamos em um sushi que era tecnicamente novo aqui na cidade. Eles, provando pela primeira vez. Eu? Além de chegar depois, fiquei de vela ðŸ’š (meu esporte preferido..rs) e devorei um combinado de umas 16 peças.  Mal sabem eles que quando ouvi aquela frase, me lembrei do dia que jurei  NUNCA comer aquilo que hoje sou viciada e não vivo sem. Afinal, quem em sã consciência poderia gostar de peixe cru? ou gostar daqueles rolinhos de arroz sem graça, enrolados naquela folha estranha com mais um pedaço de peixe cru dentro? Eu, heim! 

Mas, meus amigos, a vida prega peças e em uma dessas, colocou no meu caminho uma pessoa que era extremamente viciada e que acabou me ensinando a gostar, começando por partes. A partir de agora, vou contar a minha história e, quem sabe, essas etapas da minha relação ajudem a formar novos fãs do "japonês" ou, quem sabe, afastar de vez qualquer possibilidade de contato..haha

1º. comecei conhecendo a cozinha oriental com o mais fácil de aceitar: yakisoba (que hoje não faz meu tipo) e frango xadrez. Lembro que esses dois pratos comemos em casa depois de esperar uma eternidade no restaurante (qual restaurante de comida oriental levava horas pra preparar as coisas ? Nem vou falar que é o Yuri).  Confesso que depois disso, nunca mais comi nenhum dos dois e isso lá se vai uns 3..4 anos, talvez mais, acho.  

2º. foi lidar com o hashi: ah, aqueles palitinhos malditos. Achei que levaria um baile deles mas até que foi fácil. Nem precisei dos adaptadores que os restaurantes oferecem. Até hoje não entendo muito bem como consegui essa proeza, sendo uma perfeita desastrada como sou. Gosto de pensar (ou me iludir) que as minhas habilidades enquanto artista plástica (e que mexeu por um bom tempo com pincéis) tenha ajudado nisso. Lembro de um dia que fomos jantar em um restaurante que até então era O restaurante aqui. Estávamos em quatro pessoas na mesa quando a minha amiga, que usava o adaptador, deu conta de fazer um hashi visitar o chão, voando por cima dela. O riso rolou solto. A situação foi  muito engraçada! Mas na mesma hora me coloquei no lugar dela. A reação que ela teve foi sútil. Possivelmente a minha seria um escândalo de ridícula. 

3º. a "saladinha" me ajudou:  normalmente a entrada oferecida é o sunomono, que é a saladinha de pepino e cenoura naquele molho agridoce. No começo eu confesso que funcionava como uma acompanhante no restaurante. A pessoa ia, comia um monte e eu ficava ali, com cara de paisagem afinal, não comia "porque não gostava". Então, com o tempo e para não ser totalmente chata, aceitava a saladinha (mesmo não sendo muito fã dessas coisas saudáveis).  

4º. fui convencida de aceitar o hot: "Vamos, Karol. Você vai gostar!". Com o meu sim, o pedido foi de hot nachos (ótimo, esse salgadinho eu curto) e hot philadelphia (tem cream cheese? Perfeito, esconde o gosto do peixe).  Após provar, até pensei: não  é tão ruim assim. E, bem, esses dois se tornaram meus pratos nas vezes seguintes que fui. 

5º. usando a cerveja para ajudar: É, a pessoa me conhecia bem e um dia sugeriu: "Já que você gosta tanto de cerveja, tenta um sushi normal. Se você não gostar, bebe que ajuda a tirar o sabor". Ok, a frase nem era tão convincente assim, mas como era só mais uma desculpa para beber uma cervejinha no meio de semana, aceitei.  Provei o Philadelphia tradicional e, bem, a cerveja nem foi necessária tanto assim...haha... 

6º. criando coragem: com o tempo vamos ficando mais corajosos, não é? E de tanto ver tantas pessoas comendo aquilo com uma naturalidade incrível, decidi me jogar também. Nisso entra minha prima querida, que um dia me chama para conversar (num japa) e de quebra comer. Lembro de ficar meio sem graça, afinal, eu comia "no vácuo" das escolhas de outra pessoa. Eu mesmo nem lembrava os nomes, mas vamos lá. Bom, no fim da noite, entre mortos e feridos, sobreviveram todos, tive uma noite agradável de muita conversa com minha prima e, de quebra, aprendi a lição de aprender os nomes para não passar apuros. 

7º. tornando as coisas naturais: o hábito de frequentar esses restaurantes já estava frequente e, a cada nova vez, me arriscava a conhecer alguma outra coisa. Naturalmente, sem insistência alheia. Então veio o sashimi. O famoso peixe cru. Ele, só ele. Sem cream cheese, sem arroz, sem ervas estranhas. "Hoje encaro esse negócio", pensei. O mais engraçado foi a cara de quem estava comigo, com olhos arregalados e soltando um: "Não acredito! Quem te viu, quem te vê". Nesse dia, ah meus amigos, descobri o meu prato preferido!

Mas nem tudo pode ser perfeito, não é? Pois bem! Apesar de ser viciada no tal do japonês, não posso comer de tudo. Sinto curiosidade em relação aos outros tipos de frutos do mar, porém, descobri que sou alérgica. Não me dou muito bem nem com o camarão.  Ainda teve a vez que comi um prato com ostras, no meu último dia na Áustria (lá em 2015) e que não sei bem ao certo como cheguei viva no Brasil de tão mal que fiquei. Depois do episódio, tenho medo até de pensar em comer. 

Admito, sou uma viciada mas só nos básicos. Quem sabe um dia eu volto para falar que tomei um anti alérgico e parti para os outros frutos do mar? Mas isso, por enquanto, é só um projeto. E, bem, a todos vocês que insistiram para eu comer novamente "porque eu não tinha experimentado direito", deixo aqui o meu muito obrigado!

Voltando ao lead: a noite no restaurante encerrou com o meu casal de amigos não curtindo muito (reafirmo que tem que comer novamente e, agora, começando pelos fritos) e eu muito feliz, mas rolando, depois de um combinado delícia!

Foto direto de Vancouver...HAUhsuHAUs

Até a próxima. 


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