24.3.19

10 anos (ou mais) depois...


Enfim, está pronta! Longe da perfeição, no entanto, marcando o retorno na minha vida de algo que sempre me fez bem: pintar.  Em uma rápida conta chego a conclusão foram, no mínimo, 10 anos longe do conjunto tela + pincéis + paleta de tintas. E o que me fez justo agora voltar a me aventurar nisso? Não sei explicar. Talvez a necessidade de me desligar da loucura diária, de me reencontrar, de lembrar sobre tudo aquilo que sempre acreditei, de encontrar uma Karol que estava meio perdida.

Ainda não dei um nome para essa tela, que por muitas vezes achei que nem conseguiria chegar ao fim. Ela é baseada em uma foto feita por uma pessoa que conheci durante minha estadia em Vancouver. Lembro que era uma segunda-feira de outubro, início da manhã, acordei e logo começaria me arrumar para trabalhar...Como todos os dias, uma das primeiras coisas que faço é pegar o celular e dar uma olhada. Naquele, abri o Instagram e vi a imagem entre os stories... "Acho que ficaria lindo em uma tela", pensei. 

Por anos eu não tinha um pensamento assim. Mas deixei para lá e segui minha rotina. Passaram semanas entre o dia em que vi a foto até o dia em que de fato fiz as primeiras marcações na tela. A imagem agora era basicamente uma lembrança. 

Comecei em novembro, entusiasmada por voltar a fazer algo que realmente eu gostava. Os primeiros dias foram incríveis até que desanimei. Quem costuma pintar sabe que chega um momento em que a tela fica "feia". Lembro da minha professora de pintura, quando eu ainda era uma criança, falando que sempre teria essa fase. 

Eu olhava para tela no cavalete e pensava o quão absurdo tinha sido essa minha ideia. Depois de tanto tempo parada, até parece que eu conseguiria terminar, ainda mais deixando-a (ao menos) descente.  De lá para cá, ela ficou de lado. Viajei, trabalhei, sai ... tinha vezes que eu ficava simplesmente deitada no sofá de casa, sem coragem de encarar e terminar aquilo que eu tinha iniciado. 

Até que viajei novamente (dessa vez para Natal) e lá, olhando tantas outras telas que eram vendidas na praia, me lembrei do porquê eu tinha começado e, que sim, eu daria conta de terminar de uma maneira digna. Era a minha própria meta a ser superada. Aquela tela era meu maior momento de paz. E hoje está pronta. Ainda no cavalete, sem moldura, mas finalizada...me fazendo lembrar de tudo o que posso (e quero) fazer. 

Meus companheiros 😍

Um pouco do andamento...



Minha paz 💗


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