5.8.19

Alguém Especial - Filme




"Acha que pode me dar mais um beijo? Encontrarei um fim nos seus lábios e irei embora. Talvez, também mais um café, mais um almoço, mais um jantar. Eu ficarei cheia e feliz, e podemos ir embora. Mas, entre as refeições, talvez possamos nos deitar mais uma vez. Mais um momento prolongado em que o tempo é indefinidamente suspenso enquanto eu descanso a cabeça em seu peito. Minha esperança é a de que esses “mais uns” cheguem a uma vida inteira e nunca à parte em que te deixo partir. Mas não é real, é? Não existem “mais uns”. Eu te conheci quando tudo era novo e emocionante, e as possibilidades do mundo pareciam infinitas. E ainda são, pra mim e pra você. Mas não pra nós. Em algum lugar entre aquela época e o agora, ou o aqui e o lá, não acho que nos distanciamos, nós crescemos. Quando algo se quebra, se os pedaços forem grandes o bastante, é possível consertar. Infelizmente, algumas coisas não se quebram, se estilhaçam. Mas, se deixarmos a luz entrar, o vidro estilhaçado brilha. E nesses momentos, quando o sol bater nos cacos que fomos, só vou me lembrar do quanto foi lindo. Do quanto sempre será lindo. Porque éramos nós. E nós éramos mágicos. Pra sempre!
—  Alguém Especial (2019), Netflix.

O trecho acima é, sem dúvida, a parte que mais me deixou encantada no filme Alguém Especial (Someone Great), lançado em abril na Netflix. É real. É humano. É aquilo que todos nós já vivemos ou vamos viver algum dia.  A comédia romântica não apresenta muita coisa diferente dos filmes do gênero.  Nela, a jornalista (mais um motivo que me prendeu..rs) Jenny (Gina Rodriguez) está prestes a se mudar para Califórnia para trabalhar na Rolling Stones quando vê acabar o relacionamento de 9 anos com Nate (Lakeith Stanfield). Triste e querendo fazer valer a pena seus últimos dias em Nova Iorque, ela "convoca" Erin (DeWanda Wise) e Blair (Brittany Snow) para mais um daquelas noitadas entre amigas, onde tudo pode acontecer (e acontece!). 
Por mais que as críticas especializadas no gênero apontem falhas de roteiro, direção ou elenco,  o filme americano é leve, daqueles bem mamão com açúcar, mas que faz você navegar entre risos e lágrimas a cada lembrança, a cada momento, a cada dúvida vivida seja por Jenny ou por alguma das amigas. Em mais ou menos 1h30 de filme, é impossível não se reconhecer em algum dos personagens. É impossível ainda assistir sem lembrar de alguém. 

E se me perguntar o porquê assistir, eu resumo minha resposta no seguinte: é sobre fim de relacionamento, é sobre medo de compromisso, é sobre dúvida de manter um namoro sem futuro. É para falar sobre histórias de amor mas, na verdade, acerta em cheio no valor da amizade. Se isso significa algo para você, com toda certeza não vai se arrepender.






E a trilha sonora? Bem elaborada e tem quase que de tudo.




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