Fui para Salvador... - Doces Cores e Textos

4.1.21

Fui para Salvador...


Salvador é aquele sonho de consumo de qualquer apaixonado por carnaval...pelo menos era o meu sonho. Mas nunca imaginei que conheceria essa cidade linda em novembro, em plena pandemia, com parte das praias ainda fechadas para visitação. A badalação deu lugar ao sossego. Agora a meta era descansar.  Era recuperar as energias que 2020, ainda nem concluído, já tinha me retirado.


Ao todo, foram quatro dias úteis (de quarta - 04/11 - a sábado – 07-11). Cheguei debaixo de chuvão no fim da tarde de terça. Meu plano era tomar uma cervejinha a beira da piscina, mas o tempo estava realmente feio. Achei que nem aproveitaria muito o lugar, no entanto o clima foi melhorando ao longo dos dias. Sexta e sábado foram incríveis. 




Estadia: 

Depois de muito escolher, bati o martelo para o Gran Hotel Stella Maris Urban Resort e Conventions. De frente ao mar, tem ambiente super familiar e tranquilo, super recomendado para quem quer curtir praia, piscina e descansar. Impecável atendimento e cuidados por causa da pandemia. Tem boas opções de restaurantes internos, como também nas proximidades (com preços melhores, inclusive).  

Aplausos para o café da manhã, bem variado e delicioso. As caipirinhas também foram um espetáculo a parte...rs

 



                                    

Praias
Muitas estavam fechadas, acabei ficando entre as praias do Flamengo e de Stella Maris, ambas próximas ao hotel. Conversando por lá e também com uma amiga, fiquei sabendo que essas foram as primeiras liberadas para acesso aos banhistas. Nos dias de mais sol (sexta e sábado) estavam bem movimentadas.


Foto: Arquivo Pessoal



Visitas
Sexta, solzão, dia de curtir um pouco a praia e fazer as visitas que estavam pendentes na listinha da turista aqui dentro do que a pandemia me permitia:

Casa di Vina - Restaurante:
Construída na década de 70 em frente à praia de Itapuã, a casa onde Vinicius de Moraes e Gessy Gesse viveram se tornou um agradável restaurante que vale muito a pena ser visitado. O atendimento é impecável e, no andar superior, os turistas ainda podem conhecer um pouquinho da história de Vinicius. Vale muito a pena algumas horinhas por ali. 

 



   
    
 


Curiosidade: é possível se hospedar na suíte da antiga casa de Vinicius de Moraes, que ainda conta com fotos e objetos originais da época. Tem uma vista linda (e que vista, meus caros!) e uma mini biblioteca com as principais obras do artista. A suíte faz parte do Mar Brasil Hotel. 

Farol de Itapuã
A poucos metros da Casa di Vina está o Farol de Itapuã. Por ali, aproveitei para a tranquilidade do horário e o céu lindão par tirar algumas fotos. Que visual, meu caros! 




E para encerrar a tarde, nada melhor que uma cervejinha ouvindo o barulho do mar...


Mercado Modelo
A gente se perde com tanta coisa por aqui. Roupas, artesanatos, comidas. Gente, que lugar! E turista que é turista, volta com alguma coisinha de lá. No meu caso, veio as baianinhas feitas de barro.


Elevador Lacerda
O elevador cumpre a função de transporte público entra a praça Cairu, na cidade baixa, até a cidade alta (onde encontra-se o centro histórico de Salvador). Tem 72 metros de altura, duas torres e leva em média meio minuto para ir de um ponto a outro. Para usá-lo, o custo foi de R$ 0,15. O visual lá de cima é incrível.


Vídeo: @kaarolkuhn



Pelourinho e Centro Histórico
Ir para Salvador e não passar pelo Pelourinho seria estranho, né? Tipo viagem incompleta? Como assim não conhecer o bairro palco de Michael Jackson para They don't care about us . 

O bairro está no centro histórico de Salvador. As construções e cores são um charme a parte. Não sei se foi devido a pandemia, mas estava bem tranquilo de turistas nos dias. O que tinha mesmo era vendedor de alguma coisa em toda parte...senhor....

No centro histórico tem ainda várias lojinhas e barzinhos na rua.





Basílica Santuário do Senhor do Bonfim 
Finalizada em 1772, a igreja carrega toda uma história. O que hoje é a tradicional lavagem das escadarias, com cortejo de baianas carregando água de cheiro por num percurso de oito quilômetros de festa, na verdade começou em 1773, com a lavagem da parte interna da igreja como parte dos preparativos para a festa do Senhor do Bonfim. É uma bela construção e o melhor que cheguei a tempo de acompanhar a última missa do dia. Que energia boa. Aproveitei e já deixei amarrada a minha fitinha...

Falando em fitinha, o jornalista Jorge Gauthier já escreveu sobre as 10 curiosidades relacionadas a elas. Clique aqui para ler mais. 


Orla da Barra
Encerrei meu dia de turista tomando uma cervejinha com os amigos lá pela orla da Barra, no início da noite. Noite quente, barzinhos cheios e muitas pessoas caminhando por ali. 


Quem é, quem é que faz amizade com os doguíneos? haha


Mercado do Rio Vermelho (Antigo Mercado do Peixe)
Saindo da Orla da Barra, o passeio continuo pelo mercado do peixe, em Rio Vermelho, complexo onde reúne vários pequenos bares-restaurantes que ofertam os mais variados tipos de delícias. O ataque da noite foi um super milkshake de doce de leite.



Villa Bahiana 
Já que estou falando de comida, vale a pena conhecer o Villa Bahiana, em Itapuã. Ambiente agradável, porções deliciosas e
em alguns dias, tem atrações artísticas. Nem preciso acrescentar que por causa da pandemia o ritmo estava mais devagar, né? Mas valeu super a noite entre amigos.

Meus dois  companheiros de aventuras: Ric e Júlia 💗

A foto péssima é só para agradecer todas as inúmeras cervejas estupidamente geladas que recebemos ali 💗

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Aviso aos turistas.: logo ao sair do elevador Lacerda e principalmente na região do centro histórico, há muitos vendedores ambulantes e alguns, mal intencionados, se identificam como funcionários da prefeitura "fazendo pesquisa de satisfação". Surgem com a fitinha de Bonfim ou similar, dizendo ser lembrança. Não deem moral, do contrário, vão tentar te vender até o vento. Essa foi, sem dúvida, a parte mais chata da viagem e, conversando com alguns amigos, é a principal reclamação. 
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Aviso aos turistas parte II: o hotel fica super pertinho do aeroporto (coisa de 10 minutinhos), uma área muito mais tranquila do que o centro. Para ir até o centro, prepare o bolso e reserve um dia todo para a visita. Só da onde estávamos até o Mercado foram pouco mais de 40 minutos de Uber (cerca de R$ 80  só na ida) do hotel até o Mercado Modelo. A basílica é o local mais distante e, saindo do Pelourinho até lá foram cerca de R$ 20 e  cerca de uns 20 minutos para chegar.
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